quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Romeu tirando férias no inferno

Ainda sou Romeu. Ainda amo. Quer dizer, amei. E muito. Ambas.

Platina nunca me amou mesmo. Ela tinha medo de amar, de se entregar. Amora não, não amava mas se jogou. Amou e muito. As duas, juntas, melavaram aos Campos Elísios. E ao inferno.

Hoje, procuro uma saída do inferno. Procuro voltar a ter uma vida. Procuro retomar minhas tarefas diárias, rotineiras e estressantes. Seguir adiante. Mas tenho um problema, não descansei meu coração. Não parei de amar garota alguma por um período de férias escolares. Amei Thaina, Beatriz, amei Joyce, amei Platina e Amora. Hoje não aceito sentir amor. O problema é que isso me faz um mal. Um negocio ridículo no peito. Uma dor. Vazio. E aos meus pés, queima o inferno. Queima a falta de amor. Não amo. Não sou amado.

Eu fui ignorado. Minhas vontades são ignoradas e eu sou completamente substituível. Mesmo dando o melhor de mim, entregando tudo que posso de mim. E são nessas que eu choro horas por dia. Das 16 horas que fico acordado por dia, umas 7 eu choro.

Sem amor, com dor. Romeu morreu com dor, por dor, por desespero, por desgraça em seus pulmões, Romeu, aquele garoto inglês idealizado, Eu, aquele garoto brasileiro real, somos os mesmos. Amantes, não amáveis (por motivos desconhecidos, mesmo depois de dois ciclos de amor) e mortos pela dor.

Quero que acabe. Que eu possa ficar no meu casulo protetor recebendo algumas visitas e só. Não quero visita de Beatriz, Joyce, Amora, Platina. Nenhuma.

Amor platônico nunca mais, amor real não quero tão cedo. Mas quero um chamego. Um carinho. Abraço que seja, preciso de alguém. Mude minha vida, me leve ao purgatório, sim, você que me lê, me leve até lá. Me reanime, me mude.

Eu imploro. Me tire deste inferno. Desse inverno. Nem sei que estação é, o diabo não sabe quando neva aqui dentro.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A inesgotável fonte de felicidade

Assim começou. Os dias passando mais e mais rápidos, a saudade crescendo mais e mais, junto ao meu amor por ti. A senhorita que ganhou meu coração, meu corpo, minh'alma e, bom, meu tudo.

Seu amor começou e não termina. Seu amor, já conquistado e recíproco, é o melhor de todos. O brilho de meus olhos de felicidade perto de ti, e longe, de saudade.

Como já discutimos a quantidade de filhos, a quantidade de amor que há entre nós ou a quantidade de saudade que possamos e podemos suportar, nossa maturidade como casal deve ser considerada como elevada, assim como o nosso nível de amor, ou a fofura de seu sorriso.

Eu te amo, Amora, e neste mais novo estágio de minha vida, você é a melhor coisa que me aconteceu. E assim será, até o fim de nossas vidas, juntos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Textículo de um passado próximo

Drogas no mar sem porto, a violência, o crime, na aprovação do aborto. Por tudo isso, se a Terra treme, só quem não deve... Não teme.

Dois Mil e Onze, ano que, bom, foi bom sim. Costumo não reclamar de amor, de coisas que me deixaram um tanto quanto encabulado por certo período ou algo do tipo, coisas acadêmicas, financeiras ou amorosas. Mas aqui, sinto que a vontade do meu coração deve ser feita, a vontade de contar tudo, gritar tudo, chorar por tudo, amar o tudo. Desabafar.

Eu era assim, mas isso aí é apenas... Uma amostra de um momento maravilhoso da nossa vida.
A juventude é incrível. Cada ano que passa, vejo o quanto está passando rápido, o quanto somos insignificantes. Mas tudo isso será sempre um momento presente em nossas vidas. Um momento em que aquele fruto chamado juventude, de vez em quando a gente vai sentir na boca. A fruta que a gente mordeu, e jamais esqueceu o gosto. Juventude é cada vez mais experimentar coisas novas, sentir coisas novas e se estragar com coisas novas, e mesmo assim correr em plena meia noite pelos becos e esquinas atrás do ônibus. Pensamentos a mil, e não ligar quando as lágrimas escorrerem durante o caminho pra casa. Houve sim, momentos de fraquezas, ou momentos em que a bravura heroica acabara, mas não lembramos mesmo. Não gruda na mente, não sentimos falta.

Já tenho aquele problema que só eu sei que existe de não conseguir aproveitar ao máximo o presente, o que está havendo agora, e já ver tudo como lembrança de um sonho que estou sonhando no futuro, uma lembrança distante. A dor de um soco no nariz aliviada, pois tudo isso já ocorreu, e estou velho, em uma cadeira, roendo os dentes, chorando e esperando a morte chegar. A partir deste problema, criei uma espécie de regra que devo seguir para cada pessoa que julgo conveniente conviver. Conseguir fazer uma pessoa triste sorrir me ajuda a contar lá, no fim de minha vida, o quanto fiz bem, o quanto consegui fazer algo valer à pena, ao menos para alguém que exista ou existiu. Que pode estar vivendo muito, mas, MUITO, melhor que eu.
2011 em si foi um ano bom. Ano aprendizado, como sempre. Escola, coração, carteira, cérebro. Tudo amadureceu. Tudo. 2011 foi um ano corrido sim, ora vejam só, eu, jovem de 14 anos (na época), tendo a vida vazia e incompleta de ajudar amigos com relações amorosas e coisas do tipo. Começou assim. Logo após, ameaças fizeram-me sentir medo e me ajudaram a acabar com a triste ilusão de que aquilo era o que queria. Passei umas semanas a só.  Twitter, minha companhia por todo este breve ano estava lá. Passei de vergonha à retardo em um simples ano. Um gênio, me tornei um gênio. De abril pra cá, a cronologia de minha vida mudou. Essa sim, é a parte interessante. Lázaro nasceu em meados de abril/maio. Os skypes, pelo menos, começaram nessa época. Ah, que época maravilhosa. Skype, risadas, piadas, bebidas, bolachas, futuros e amigos. Companheiros. A panelinha que ainda está pra bombar em 2012 fora criada ali.
Amigos barbudos, amigos que não trabalhavam e que esperavam tão somente o início das aulas na faculdade.

Depois vieram os amigos destes amigos. E começara a mais longa e triste história de amor que 2011 presenciou. Resumindo? Lágrimas, mágoa, falta de reciprocidade e... Amizade (por assim dizer). E mais amizades. E uma amante. Ah, amada amante. Essa me faz feliz, essa me faz as lágrimas deixarem de cair e o sorriso cobrir as hastes dos óculos tamanha felicidade.

Além de fazer-me rir à toa, sorrir e amar, me ensinou a separar o eu, de mim mesmo. Lázaro e Alexandre, não são iguais, apesar de que os dois são “eu”. Enfim.

Era a cara de sair aqui pedindo desculpas por tudo, implorando por um abraço ou um beijo no rosto, agradecendo um por um. Mas não. Precisamos acordar, ou ao menos andar com os olhos mais abertos. O ano já acabou.


(E já passou o ano e eu não consegui encontrar palavra que melhor descrevesse esses "relatórios" que textículos)

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Romeu e Platina

Os dias passam lentamente sobre a fina camada de poluição da cidade. Minha linha cronológica dividiu-se em partes consideráveis após conhecer-te.

Você, minha morena dos olhos escuros, dividiu meu coração em pequenos pedaços, sendo cada qual dos mesmos, pequenos momentos que passamos juntos, rápidas lembranças de olhares e coisas mais. Seja seu sorriso confortante, seu cheiro doce, seu cabelo negro ou seus cílios desajeitados, guardo o mais fundo que consigo em meu coração. Meus dias não começam sem que uma lembrança sua me ocorra na cabeça, a força que uso para levantar da cama já não é minha, mas sim de meu coração. Meu motivo maior se tornou ter-te, minha força maior é a imaginação. Imaginando-te-ei posso tão finalmente beijar-lhe os lábios que tanto sonhei serem meus, ou quem sabe, sorrindo inconscientemente enquanto olha o chão, retorna seu olhar tão sublime à mim e nos beijamos. Minha força se tornou a incansável busca da felicidade ao teu lado. Você, ali, sorrindo diante tristezas e amarguras, com seu mais belo sorriso.

Passamos graças e desgraças juntos, não importando incompatibilidade momentânea ou preocupações maiores. Sei que tenho que provar que sou seu homem de tão brando direito, seu futuro companheiro e pleno amante, mas como? O problema não é ficar ali, por todos os momentos ou estar do outro lado da cidade admirando-te perante a luminosidade desta tela ofuscante, afinal, não estarei secando suas lágrimas ou abraçando-lhe enquanto nossas mágoas escorrem simultaneamente nas bochechas coradas de cada um de nós. Também não estarei abraçando-te e beijando-te em motivos de plena felicidade, festividade branda ou comemoração harmoniosa, mas estarei ali, minha querida, nos lugares certos e nas informações que preferir compartilhar, afinal, omitem-se muito de ambas as vidas, convenhamos.

Somos uma espécie de Romeu e Julieta contemporâneos, o que nos separa é o tempo e o destino, sendo que os mesmos nos trazem esta infeliz falta de reciprocidade. Um Romeu e Julieta onde Romeu faria tudo por seu amor e calor de sua amada, e morre tentando, infeliz. A mesma, claro, não se mata, afinal, quem ama faz de tudo para o amor acontecer, e quem não ama, bom, continua sua procura por felicidade com outro alguém. Sob o céu azul, escrevo tais linhas de sinceridade plena, sobre tronco manipulado, apoio-me para escrevê-las e diante destino cruel, permaneço a apanhar diante esta neblina densa, onde não enxergo você, mas corro, pois só assim, posso acreditar que terei-te um dia.
                                                                                                                                            
                                 Amo-te, Platina.