Drogas no mar sem porto, a violência, o crime, na aprovação do aborto. Por tudo isso, se a Terra treme, só quem não deve... Não teme.
Dois Mil e Onze, ano que, bom, foi bom sim. Costumo não reclamar de amor, de coisas que me deixaram um tanto quanto encabulado por certo período ou algo do tipo, coisas acadêmicas, financeiras ou amorosas. Mas aqui, sinto que a vontade do meu coração deve ser feita, a vontade de contar tudo, gritar tudo, chorar por tudo, amar o tudo. Desabafar.
Eu era assim, mas isso aí é apenas... Uma amostra de um momento maravilhoso da nossa vida.
A juventude é incrível. Cada ano que passa, vejo o quanto está passando rápido, o quanto somos insignificantes. Mas tudo isso será sempre um momento presente em nossas vidas. Um momento em que aquele fruto chamado juventude, de vez em quando a gente vai sentir na boca. A fruta que a gente mordeu, e jamais esqueceu o gosto. Juventude é cada vez mais experimentar coisas novas, sentir coisas novas e se estragar com coisas novas, e mesmo assim correr em plena meia noite pelos becos e esquinas atrás do ônibus. Pensamentos a mil, e não ligar quando as lágrimas escorrerem durante o caminho pra casa. Houve sim, momentos de fraquezas, ou momentos em que a bravura heroica acabara, mas não lembramos mesmo. Não gruda na mente, não sentimos falta.
Já tenho aquele problema que só eu sei que existe de não conseguir aproveitar ao máximo o presente, o que está havendo agora, e já ver tudo como lembrança de um sonho que estou sonhando no futuro, uma lembrança distante. A dor de um soco no nariz aliviada, pois tudo isso já ocorreu, e estou velho, em uma cadeira, roendo os dentes, chorando e esperando a morte chegar. A partir deste problema, criei uma espécie de regra que devo seguir para cada pessoa que julgo conveniente conviver. Conseguir fazer uma pessoa triste sorrir me ajuda a contar lá, no fim de minha vida, o quanto fiz bem, o quanto consegui fazer algo valer à pena, ao menos para alguém que exista ou existiu. Que pode estar vivendo muito, mas, MUITO, melhor que eu.
2011 em si foi um ano bom. Ano aprendizado, como sempre. Escola, coração, carteira, cérebro. Tudo amadureceu. Tudo. 2011 foi um ano corrido sim, ora vejam só, eu, jovem de 14 anos (na época), tendo a vida vazia e incompleta de ajudar amigos com relações amorosas e coisas do tipo. Começou assim. Logo após, ameaças fizeram-me sentir medo e me ajudaram a acabar com a triste ilusão de que aquilo era o que queria. Passei umas semanas a só. Twitter, minha companhia por todo este breve ano estava lá. Passei de vergonha à retardo em um simples ano. Um gênio, me tornei um gênio. De abril pra cá, a cronologia de minha vida mudou. Essa sim, é a parte interessante. Lázaro nasceu em meados de abril/maio. Os skypes, pelo menos, começaram nessa época. Ah, que época maravilhosa. Skype, risadas, piadas, bebidas, bolachas, futuros e amigos. Companheiros. A panelinha que ainda está pra bombar em 2012 fora criada ali.
Amigos barbudos, amigos que não trabalhavam e que esperavam tão somente o início das aulas na faculdade.
Depois vieram os amigos destes amigos. E começara a mais longa e triste história de amor que 2011 presenciou. Resumindo? Lágrimas, mágoa, falta de reciprocidade e... Amizade (por assim dizer). E mais amizades. E uma amante. Ah, amada amante. Essa me faz feliz, essa me faz as lágrimas deixarem de cair e o sorriso cobrir as hastes dos óculos tamanha felicidade.
Além de fazer-me rir à toa, sorrir e amar, me ensinou a separar o eu, de mim mesmo. Lázaro e Alexandre, não são iguais, apesar de que os dois são “eu”. Enfim.
Era a cara de sair aqui pedindo desculpas por tudo, implorando por um abraço ou um beijo no rosto, agradecendo um por um. Mas não. Precisamos acordar, ou ao menos andar com os olhos mais abertos. O ano já acabou.
(E já passou o ano e eu não consegui encontrar palavra que melhor descrevesse esses "relatórios" que textículos)